terça-feira, 17 de junho de 2014

Instituto Federal está com inscrições abertas para cinco cursos profissionalizante

Estarão abertas, até domingo (22 de junho), as inscrições para os novos cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) gratuitos do IFSULDEMINAS – Câmpus Poços de Caldas: Gestão Cultural; Gestão de Controle e Tratamento de Poluentes; Gestão de Políticas Públicas Municipais; Gestão Social; e Educação Inclusiva: Dificuldades e Transtornos de Aprendizagem Linguísticos e Aritméticos. Os cursos tem, em média, 100 horas de duração e as aulas serão realizadas na nova sede do Instituto Federal, na zona sul da cidade: Avenida Dirce Pereira Rosa, 300, Bairro Jardim Esperança, Poços de Caldas – MG. O início das aulas está previsto para o final de julho e começo de agosto deste ano. 
As inscrições são realizadas exclusivamente pelo site do Instituto: www.ifsuldeminas.edu.br/pocosdecaldas Para se inscreverem, os candidatos precisam ler os editais e retificações no site e verificarem se possuem os requisitos e documentações necessários. No total, serão ofertadas 150 vagas. Serão critérios de seleção os resultados obtidos com a análise do currículo e das respostas subjetivas escritas no documento de inscrição. 
5% das vagas serão destinadas a portadores de deficiência. Os candidatos portadores de necessidades especiais deverão, obrigatoriamente, comprovar sua condição por meio de laudo médico recente entregue no prazo máximo do encerramento da inscrição.

Os cursos

O curso de Educação Inclusiva tem como objetivo fazer com que seus concluintes sejam capazes de: identificar alunos propensos a desenvolver déficits de aprendizagem linguísticos e aritméticos; diferenciar os fatores que caracterizam dificuldades de aprendizagem dos aspectos que indicam suspeitas de transtornos de aprendizagem; utilizar instrumentos psicopedagógicos que auxiliam na identificação de dificuldades e de transtornos de aprendizagem; desenvolver atividades de ensino com vistas a sanar dificuldades de aprendizagem linguística e aritmética; elaborar estratégias de ensino que visam a minimizar efeitos decorrentes de transtornos de aprendizagem linguístico e aritmético; orientar, com firme aporte teórico e prático, os alunos e seus responsáveis sobre a significância e a representatividade tanto de uma dificuldade quanto de um transtorno de aprendizagem no que tange à trajetória de vida do sujeito.
O curso de Gestão de Controle e Tratamento de Poluentes visa à capacitação de profissionais e estudantes para atuar no planejamento, gestão, execução e monitoramento das atividades ligadas à área de saneamento ambiental, expondo métodos de identificação de atividades produtivas geradoras de poluentes, os seus efeitos ambientais, as consequências sobre a saúde humana e economia e propor medidas mitigatórias, de forma a garantir a preservação e a conservação do meio ambiente e beneficiando a qualidade de vida da população fixa e flutuante do município de Poços de Caldas. 
O curso de Gestão Cultural tem como meta preparar e orientar seus integrantes na produção e formatação de projetos culturais, apresentando técnicas de planejamento, gestão, Leis de Incentivo a Cultura e noções gerais de gerenciamento e desenvolvimento de projetos. O curso pretende ainda abordar princípios administrativos, noções de legislação voltadas para a cultura, noções de comunicação e marketing cultural. Dessa maneira, objetiva preparar os estudantes para planejar e programar as atividades administrativas de organizações públicas e privadas, cuja atuação esteja relacionada com a área cultural. A formação contempla também a participação nos processos de criação, formulação e implementação de projetos culturais, para artistas ou grupos de profissionais ligados à cultura, auxiliando-os na captação de recursos e no gerenciamento de todos os processos administrativos relacionados aos projetos. 
O objetivo principal do curso de Gestão de Políticas Públicas Municipais é capacitar intelectual, política e tecnicamente, os sujeitos para a participação direta ou indireta na gestão pública municipal, por intermédio dos mecanismos institucionais, organizacionais, administrativos, jurídicos e políticos na formulação, controle e execução das Políticas Públicas Municipais. Além disso, almeja capacitar pessoas que atuam ou desejam atuar junto a Conselhos Municipais nas várias áreas: Conselho Tutelar, entidades e movimentos sociais ou outras instâncias e organizações da sociedade civil ou órgãos públicos.
E oferecer instrumentais teóricos, práticos e metodológicos para conhecimento, análise, acompanhamento, formulação e execução de ações, funções, projetos e programas relacionadas às políticas públicas municipais.
O curso de Gestão Social quer, por sua vez, preparar e orientar seus integrantes na produção e formatação de Projetos Sociais, apresentando técnicas de planejamento, gestão, Legislação e noções gerais de gerenciamento e desenvolvimento de projetos. O curso pretende ainda abordar princípios administrativos, noções de legislação voltadas para as demandas sociais. Dessa maneira, objetiva preparar os estudantes para planejar e programar as atividades administrativas de organizações públicas e privadas, cuja atuação esteja relacionada com a área Social. A formação contempla também a participação nos processos de criação, formulação e implementação de projetos para todos envolvidos em projetos de ONGs, OCIPS, auxiliando-os na captação de recursos e no gerenciamento de todos os processos administrativos relacionados aos projetos. 

sábado, 14 de junho de 2014

Esclarecimentos ao Servidor Público Municipal


Prezado Servidor Municipal, com objetivo de sanar dúvidas sobre as negociações da data base deste ano, seguem os seguintes esclarecimentos:
·      Inicialmente, reafirmamos nosso entendimento que ainda temos muito mais a fazer. Mas já avançamos muito neste um ano e meio de gestão e as conquistas para o servidor já são evidentes:
ü  diálogo: o prefeito pessoalmente esteve em mais de 20 reuniões com os servidores como nunca aconteceu antes.
ü  repasse: 2013/2014 num total de 13,63% de reajuste acumulados (já com ganho real em 2014, ambos retroativos a janeiro de cada ano);           
ü  aumento de 26% no valor do vale-alimentação que passou de R$ 250,00 para R$ 315,00 e a proposta atual para R$365,00;
ü  ampliação da licença maternidade;
ü  assinatura do acordo coletivo após 05 anos (58 cláusulas aprovadas);
ü  efetivação de pagamento de adicional de periculosidade aos guardas municipais ( percentual de 30% do salário-base);
ü  projeto de lei, de iniciativa do PREFEITO MUNICIPAL, que corrige as tabelas salariais dos servidores que têm, desde 2010, salário base, na carteira, menor que o mínimo nacional. As correções variam de 5 a 19%. Projeto já aprovado em primeira votação na Câmara.

·      Durante o mês de maio foram abertas negociações para o acordo coletivo. Foram realizadas quatro reuniões entre sindicato e equipe da administração e mais uma reunião com o prefeito. Fica claro que a administração esteve sempre aberta à negociação.
·      Foram apresentadas 30 propostas, algumas negociadas e aprovadas imediatamente e todas as restantes foram exaustivamente justificadas e  explicadas (por escrito) os motivos do não atendimento, levando em consideração critérios jurídicos e de responsabilidade com a administração pública e com os recursos públicos.
·      Das propostas apresentadas (e recusadas pela assembleia), destacamos:
ü  aumento de 16,5% no vale alimentação, de R$ 315,00 para R$ 365,00 (aumento de R$ 50,00);
ü  aumento da licença maternidade para 05 meses;
ü  garantia do repasse da inflação anual, inclusive para as próximas administrações; e outras.
·      Em que pese todos os esforços da atual administração, no dia 21 de maio fomos informados, oficialmente, pelo sindicato, que na assembleia do dia 19/05 as propostas foram rejeitadas.
·      Em nova rodada de negociação, solicitada pelo sindicato, avançamos em mais algumas propostas, demonstrando nosso empenho e vontade de negociar.
·      Tomamos conhecimento, por meio da imprensa, que em nova assembleia, no dia 30 de maio, as propostas foram novamente negadas na íntegra.
·      Vale ressaltar que nos foi relatado por servidores que o resultado da assembleia, desfavorável a própria categoria, pode ter se dado por manifestações sectárias, agressivas e disputas internas no próprio sindicato. Entendemos que atitudes radicais não conduzem a bons resultados e o tempo todo defendemos que o diálogo é o melhor caminho.
·      A partir desta decisão, o prefeito foi procurado por diversos servidores através de telefonemas, e-mails e pessoalmente, que manifestaram discordância das decisões da assembleia e se sentiram prejudicados. Há informação, inclusive, que abaixo-assinados estariam sendo feitos solicitando uma reconsideração das cláusulas negadas na assembleia;
·      Entendendo que a necessidade de melhorias para o conjunto de servidores é o mais importante, foi determinado que, independente da decisão do sindicato, a equipe da administração elaborasse os projetos de leis necessários para tornar realidade algumas propostas, evitando maiores prejuízos aos servidores.
·      Entendemos também que as várias reuniões, assembleias e a paralisação tem um custo para a população, uma vez que todos os envolvidos são pagos com recursos públicos, não podendo, portanto, ser infindáveis.
·      A equipe da administração trabalhou durante os últimos 10 dias, concluindo dois projetos, então, na segunda feira, dia 16/06 enviaremos à Câmara projeto de lei para aumento do vale alimentação de R$ 315,00 para R$ 365,00 e ampliação da licença maternidade para 5 meses. Nas semanas seguintes outros projetos serão finalizados e serão informados ao servidor;
Sendo assim:
ü  entendemos que temos alguns grandes desafios pela frente que continuarão democraticamente em discussão, por exemplo: a mudança de regime para todos os servidores e a aplicação da lei da educação 11738/2008;
ü  por iniciativa própria, a administração atenderá as principais demandas do servidor como citado acima;
ü  entendemos também que após as duas recusas oficiais do sindicato, estão encerradas as negociações deste ano.
Reafirmamos nosso respeito ao sindicato e entendemos que deva ser recíproco;
Reafirmamos nosso compromisso com o servidor de sempre buscar melhorias com diálogo e responsabilidade.

Administração Municipal


    

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Fantasmas do passado nunca mais....

Esse comercial  o que era o Brasil antes de assumir em 2003 com LULA, ganhar em 2006 e eleger a  Presidenta Dilma Rousseff em 2010.
PT UM JEITO DE GOVERNAR PARA O POVO, PELO POVO, ISSO FAZ A DIFERENÇA E INCOMODA OS PEQUENOS BURGUESES....
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quarta-feira, 30 de abril de 2014

1º de Maio – Dia Internacional do Trabalho – Vamos Comemorar


P. A. Ferreira (*)

1º de maio, Dia Internacional do Trabalho. A data, proclamada em 
1889 pela “Segunda Internacional Socialista”, fundada durante o Congresso Internacional dos Partidos Socialistas, em Paris, França, nas celebrações do “1º Centenário da Queda da Bastilha”, em memória 
dos trabalhadores assassinados no início de maio de 1886, em 
Chicago, Estados Unidos, passou a ser comemorada no Brasil a partir 1895, porém, somente em setembro de 1925 se tornou oficial,com a assinatura de decreto pelo então presidente Artur Bernardes.
Ao longo desses 119 anos de que se tem notícia das comemorações do 
1º de maio no Brasil, a classe operária sempre se manteve firme na 
luta por conquistas, como jornada de 8 horas, melhores condições de trabalho e autonomia sindical. Mas o movimento operário trabalhista brasileiro nunca foi fácil.
Diferente disso, a repressão sempre foi intensa e violenta por 
parte do governo e dos patrões, que se valiam da força policial 
para dissolver greves, assembleias e reuniões, além das comemorações dos trabalhadores, em especial as do 1º de Maio.
Chegamos a 2014. A luta sindical e os ideais de trabalhadores e trabalhadoras se mantêm na luta com propósito de novas conquistas, maior respeito e dignidade dentro e fora de seus setores de trabalhado.
Todavia, diferentemente do que foram os anos anteriores, há muito 
que se comemorar, principalmente pelas relevantes conquistas alcançadas nos último quase 12 anos.
- O desemprego atingiu o menor taxa histórica, estando abaixo dos 
5%, o que reflete uma das menores taxas de desemprego do mundo. Há 
12 anos essa taxa de desemprego era da ordem de 13%. Conforme dados do IBGE, neste período houve aumento de 65% do emprego no Brasil;
- O salário mínimo, também neste pouco mais de uma década, atingiu seu maior poder de compra desde 1979. 
No início dos anos 2.000, seu valor correspondia a 70 dólares, hoje ultrapassou 300 dólares. Para ser mais claro, o atual salário mínimo nacional, de R$ 724,00, corresponde a US$ 325,10 (dólar cotado a R$ 2,227). 
Consequentemente, o trabalhador e a trabalhadora hoje têm maior 
poder de compra e podem oferecer melhores condições de vida a seus filhos;
- Melhorias na Educação também é uma conquista a ser comemorada. Hoje, qualquer pai e qualquer mãe podem sonhar em ver seu filho ou sua filha formada e com um diploma na mão. Nesses últimos 12 anos, 
18 novas universidades federais foram construídas, garantindo o acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade;
- Ainda na área da Educação, nossos filhos e filhas podem se beneficiar do Prouni, que já ofereceu mais de um milhão de bolsas para estudantes de baixa renda em universidades privadas, sendo 69% de bolsas integrais e os alunos não pagam nada para cursar o ensino superior; mas,
- Se nossos filhos e filhas, em um primeiro momento, não querem cursar a universidade, foram criadas 214 escolas técnicas federais que oferecem os mais diversos cursos em vários setores e, não o bastante, os investimentos em educação foram triplicados nesses 
quase 12 anos e, recentemente, ainda se conquistou reforço significativo, com a aprovação da aplicação de 75% do fundo social 
do pré-sal na educação;
- Também foi criado o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que ampliou a oferta de cursos profissionalizantes no país e é voltado às pessoas de baixa renda. São cursos profissionalizantes gratuitos que beneficiam cerca de 
700 mil pessoas de baixa renda e, estima-se, até dezembro deste 
ano, serão um milhão de vagas preenchidas.
Nós, trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, temos muito que comemorar, sim, nós conquistamos muito.Não vamos deixar que nos 
tirem tudo que já foi alcançado e nos obriguem ao retrocesso.
Segurança alimentar é outro aspecto que tranquiliza os pais em relação ao tratamento que seus filhos recebem em creches e escolas ao mesmo tempo em que valoriza a família do campo através da 
Agricultura Familiar.
O fantasma da inflação, que por anos assombrou nossas famílias e comia, dia a dia, o salário do trabalhador e da trabalhadora, está controlado. Apenas para exemplificar, nos oito anos de governo do tucano FHC, a inflação média foi superior a 9%, bem mais alta do 
que a média registrada durante os oito anos de governo petista com 
Lula, que foi pouco mais de 5,5%. Alia-se a isso a desoneração dos produtos que compõem a cesta básica, medida adotada pela presidenta Dilma.
Os últimos 12 anos são, sim, suficientes para nós, trabalhadores e trabalhadoras, comemorarmos. Os avanços são claros, evidentes, e 
bem sabem disso aqueles que, diretamente, receberam os benefícios, 
o povo brasileiro, trabalhador e pujante.
Em linhas gerais, e para não estender tanto, as reservas internacionais, que melhora a visão de investidores externos e aumenta a confiança no país, incentivando a aplicação de recursos internacionais e gerando emprego e renda, foram aumentadas em 10 vezes, somando US$378 bilhões, na comparação com o governo tucano, quando essas reservas não passavam de US$37,8 bilhões.
O programa Mais Médicos, que está próximo de completar o total de 
13 mil médicos estrangeiros no Brasil, garantindo atendimento a 
mais de 46 milhões de pessoas pobres que moram nos rincões mais distantes do país é também uma conquista do nosso trabalhador. E soma-se a isso o aumento da verba da saúde, de R$ 33 bilhões para 
R$ 100 bilhões, e o número de vagas para médicos em universidades públicas, que foi dobrado.
O Farmácia Popular, programa do governo federal que vende mais de 
100 medicamentos a preço de custo – a até 10% do valor do 
medicamento nas farmácias normais – para populações de baixa renda.
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) já investiu recursos da ordem de R$665 bilhões em obras de infraestrutura, gera grande 
número de empregos, coloca o Brasil como um dos países com mais 
obras em andamento do mundo e contribui para a diminuição do desemprego.
O Minha Casa, Minha Vida (MCMV), é outro programa social voltado 
ao trabalhador e à trabalhadora brasileiros que já beneficiou mais de três milhões de famílias. Mas, não apenas habitação, os trabalhadores e trabalhadoras também conquistaram o cartão Minha Casa Melhor, que permite aos beneficiários do MCMV comprarem móveis e 
eletrodomésticos para sua nova casa e pagar com juros mínimos e prazos maiores.
Outro aspecto que tem reflexo na vida de toda a nossa sociedade é o Bolsa Família, programa que tirou da linha da miséria milhares de famílias e devolveu a dignidade e autoestima à parcela menos favorecida do nosso país. São cerca de 15 milhões de famílias atendidas e mais de 50 milhões de pessoas beneficiadas com valores que variam entre R$70,00 e R$300,00 mensais. Vale destacar que, o Bolsa Família diminuiu a mortalidade infantil, ampliou a 
alimentação da população e incentivou as famílias a matricularem 
seus filhos na escola. De acordo com pesquisas, 75% dos beneficiários do programa trabalham e que cada R$ 1 transferido ao Bolsa Família acrescenta R$1,78 à economia do país. Outro importante dado sobre o Bolsa Família é que mais de 1,7 milhão de pessoas, algo da ordem de 12% do total, voluntariamente, pediu o cancelamento de seu cadastro por terem melhorado sua condição de vida erenda. Enfim, até 2012, o Bolsa Família havia reduzido a miséria no nosso país em 28% e, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no período de junho de 2003 a dezembro de 2010, a pobreza no Brasil diminuíra em 50,6%.
As conquistas não param por aí. Muito mais foi conquistado e muito mais a de se conquistar.
Por todos esses motivos, trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil têm, sim, muito a comemorar esse 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhado.
Vamos à luta, unidos, firmes e com os olhos é um único propósito: O melhor para nosso povo. O melhor para nossos filhos. Que Deus nos ilumine e nos guie em nosso caminho.
(*) jornalista

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dois pesos...duas medidas...

Ocorreram dois fatos semelhantes na política brasileira que mereceram destaque por envolveram PT e PSDB, o famoso caixa dois, existente no mundo desde os primórdios da política, entretanto a realidade dos fatos, a possibilidade de uma tentativa de golpe em 2005 quando pensaram na derrubada do primeiro governo petista, imaginando numa possível renúncia ou afastamento do Presidente LULA, alguns fatos precisam vir a tona.
Na semana que saiu publicado em manchete na principal revista semanal brasileira, com todo apoio da mídia servidora da direita golpista, o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, voou para Brasília e se encontrou com o presidente Lula quando lhe garantiu apoio total ao mandato. Mas como? Um governador tucano apoiando presidente petista soa meio estranho, porém é  preciso recordar que o "bom moço governador" eleito por ampla maioria, tinha como agência do seu governo, 50% das verbas publicitarias do estado mineiro, a  SMB&P de Marcos Valério, e Aécio ao retornar à Belo Horizonte solicitou que sua irmã, responsável pela comunicação do estado, emitisse uma nota rompendo o contrato com a empresa de publicidade, diante dos fatos revelados.
Isso ocupou muito pouco espaço na mídia, poucas pessoas sabem disso, mas é realidade, revistas, jornais emissoras de TV nunca abordaram isso, porém é certo que há algo mais do que uma simples relação comercial do governador tucano e agência.
Ontem o ex governador e deputado federal Eduardo Azeredo num gesto de "grandeza" resolveu renunciar na Câmara Federal, com um discurso de vitima, para sensibilizar não se sabe a quem, uma vez que esse fato ocorreu de livre e espontânea pressão.

A mídia destacou em seus telejornais e jornais que isso foi por preocupação com a candidatura tucana a presidência, não vincular o MENSALÃO TUCANO ao colega de partido, mas isso é impossível, mesmo contando com a boa vontade da imprensa, hoje temos uma internet que leva a realidade dos fatos, desmentindo jornalistas a serviço de uma direita podre e mal resolvida.
O que se percebe nitidamente é que apesar da evolução do país alguns ainda se utilizam da velha máxima..."DOIS PESOS...DUAS MEDIDAS"...ISSO É FATO!!!
PS: "A verba pulou de R$ 30 milhões em 2003, para R$ 55 milhões neste ano. A SMP&B atende hoje a conta da Secretaria de Governo de MG"(maio de 2005).
(Sérgio Paulo Terranova)
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

PT 34 anos: Lula participa amanhã de ato em Belo Horizonte

PT de Minas Gerais comemora nesta sexta-feira (14) o aniversário de fundação com grande ato na capital mineira


O ex-presidente Lula estará em Belo Horizonte nesta sexta-feira (14) para celebrar os 34 anos do Partido dos Trabalhadores. O evento ocorre a partir das 18 horas, nas dependências do Colégio PI XII, no bairro Santo Agostinho.
O ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e diversas lideranças petistas participam do ato comemorativo.
Durante o evento também acontece a posse coletiva dos presidentes dos Diretórios Municipais do PT em Minas Gerais.
Serviço:
Local: Ginásio do Colégio Pio XII
Rua Alvarenga Peixoto, 1.715- Santo Agostinho-BH
Hora: 18:00 horas
(pt.org.br)
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014



SEMPRE EM FRENTE
SEMPRE À FRENTE
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SEMPRE NA FRENTE
PT 34 ANOS
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“Nós sempre seguimos em frente e à frente”, afirma Dilma no ato dos 34 anos do PT

Presidenta Dilma Rousseff no ato dos 34 anos do PT (Foto: Joca Duarte / LD)
Cerca de duas mil pessoas participaram da festa do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo 

O PT realizou na noite desta segunda-feira (10), em São Paulo, no Auditório Celso Furtado, no Palácio de Convenções do Anhembi, a comemoração do seu aniversário de 34 anos. O evento contou com cerca duas mil pessoas, entre deputados federais, estaduais, senadores, dirigentes partidários, presidentes dos diretórios estaduais e teve a cantora Negra Li como mestre de cerimônia. A festa foi transmitida ao vivo pela TV Linha Direta e um total de quase 30 mil internautas acompanharam a transmissão.
Impossibilitado de estar presente no ato, o ex-presidente Lula enviou um vídeo que foi transmitido durante o evento. “Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”, disse, referindo se à uma carta escrita pelo cartunista Henfil nos primeiros anos de Partido dos Trabalhadores.
O presidente do Diretório Nacional e deputado estadual, Rui Falcão, lembrou o orgulho de ser petista e de como é glorioso olhar os feitos dos governos Lula e Dilma. Rui também aproveitou para lembrar que o PT é o partido que sempre se renova e que os tucanos não têm quadros novos.“Quando dizem que o país precisa de algo novo, o algo novo deles é privatizar para se beneficiar, fechar os olhos para o cartel do Metrô e para carregamentos exóticos em helicópteros?”, disse.
“Se alguém pedisse uma definição do PT, eu diria que o nosso partido é um persistente, cuidadoso, semeador de oportunidades do trabalhador brasileiro e semeador do futuro. Essa é a marca do nosso partido e tem sido a essência do nosso governo”. Com essas palavras, a presidenta Dilma Rousseff abriu seu discurso. Segundo ela, quando o PT nasceu, há 34 anos, havia ainda ar da ditadura e o Brasil era um País imensamente desigual. “Naquele dez de fevereiro em que hoje nós comemoramos 34 anos, o PT fez várias promessas de poder lutar por mais democracia, mais justiça social, mais liberdade e, sobretudo, por menos desigualdade. Onze anos atrás quando o PT assumiu a presidência, Lula prometeu diminuir a desigualdade, transformar o Brasil em um País de oportunidades para todos os brasileiros, em especial àqueles mais pobres. Quando eu tomei posse, eu prometi continuar a consolidar pelo esforço do povo brasileiro. (...) Agora o Brasil é muito justo, mais forte e soberano do que era somente há doze anos atrás, não teve a semeadura, não porque a semente era boa, mas porque a semente sem semear era ainda melhor. Os brasileiros e as brasileiras quando tem a oportunidade são insuperáveis”, frisou Dilma.
Dilma também lembrou os velhos desafios impostos. “Há 34 anos diziam que era improvável construir no Brasil um partido dos trabalhadores. Anos depois era impossível um operário ser presidente da republica. Nós lembramos bem disso. Mais adiante afirmaram que uma mulher não teria condições de chegar”. Segunda Dilma, que crítica não entende o que representa a menor taxa de desemprego do mundo e que o salario mínimo brasileiro tem o poder de compra real de 70%. “As conquistas asseguradas, cada obra realizada, os serviços públicos melhorados (...) Eu acredito nisso (...) A verdade é que nós é que não nos conformamos, não somos paralisados, nós não paramos. Nós sempre seguimos em frente e à frente. (...) O meu governo possui um compromisso com os brasileiros , com as familiais brasileiras para oferecer sempre mais, mais oportunidade, oportunidades que garantam o surgimento de uma nação desenvolvida e rica”, disse.
A presidenta Dilma encerrou seu pronunciamento homenageado toda a militância petista. “Eu encerro a minha fala homenageando a raiz disso tudo, homenageando a nossa brava e dedicada militância do Partido dos Trabalhadores e das trabalhadoras. Ela que sempre esteve presente, sobretudo nos momentos mais difíceis, homenageando a sua coragem de luta. Homenageamos essa militância sempre solidária, solidária com todos aqueles que concorrem aos cargos, mas solidária (...) Todos nós que batalhamos por nosso país e temos a estrela, estaremos sempre aqui para construir o futuro e semear oportunidades. Viva o PT, viva o Brasil, viva a militância”, concluiu a presidenta.
O anfitrião prefeito de São Paulo, Fernando Haddad destacou a importância da data. “O dia de hoje está sendo um marco importante da nossa trajetória de consolidação e de transformação do Brasil”, afirmou o prefeito.
O presidente do PT-SP, Emidio de Souza, destacou que, além das festividades de 34 anos do partido, a Caravana Horizonte Paulista, coordenada pelo ex-ministro Alexandre Padilha, tem sido muito bem recebida. “Padilha é a nova paixão do PT em São Paulo”, afirmou. Emidio também lembrou a relação do PT com o estado de São Paulo “O PT nasceu aqui (...) três décadas depois o PT é um dos maiores partidos de esquerda do mundo, mais do que isso, foi aqui que contribuímos para construir um partido que ninguém acreditava nele”, disse.
Pré-candidato ao Governo de São Paulo, o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou da “alegria de ver o PT mais jovem e feminino”. Padilha também lembrou sua história dentro do partido. “Com o PT que me tornei o mais jovem ministro do governo do presidente Lula. E por tudo que aprendi nas nossas universidades paulistas, tive a honra de ser chamado pela nossa querida presidenta Dilma para ser seu ministro da Saúde. Guardo com alegria em meu coração o orgulho de ter integrado um governo que fez tanto por este país e vai fazer muito mais reelegendo a nossa presidenta Dilma”, disse.
Estiveram presentes deputados federais, estaduais, senadores, os dirigentes partidários, presidentes dos diretórios estaduais, e além dos governadores petistas, da Bahia Jaques Wagner e de Distrito Federal, Agnelo Queiroz.
(Elineudo Meira - Portal Linha Direta) via pt.org.br
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

PT vai interpelar Gilmar Mendes por declarações sobre doações

Presidente Rui Falcão. (Foto: Richard Casas/PT).

Rui Falcão, presidente Nacional do partido, quer esclarecimento do ministro do Supremo Tribunal Federal sobre as declarações de supostas irregularidades a respeito das arrecadações para ajudar Genoino e Delúbio a pagarem multa do STF.
Com base no artigo 144 do Código Penal, que permite que pessoas ou entidades que se sintam vítimas de crimes contra a honra cobrem explicações em juízo, o presidente Rui Falcão vai protocolar a medida nesta quinta-feira (6), na presidência do STF.
A doação de militantes petistas, amigos, familiares e simpatizantes do partido foi atacada pelo ministro Gilmar Mendes, afirmando que a arrecadação feita para José Genoino e Delúbio Soares poderia ser fruto de lavagem de dinheiro.
José Genoino conseguiu arrecadar mais de R$ 650 mil, enquanto Delubio Soares levantou mais de R$ 1 milhão de reais. Em ambos os casos, as relações de doadores foram abertas pela família ou por coordenadores da campanha de arrecadação.
(Portal do PT)
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PT comemora 34 anos com ato em São Paulo no dia 10 de fevereiro


Confira o convite para o evento nacional que marcará o 34º aniversário de fundação do Partido, com presença da presidenta Dilma 

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Comemoração dos 34 anos do Partido dos Trabalhadores



No dia 10 de fevereiro, o PT comemora seu 34º aniversário de fundação

Esta data marca igualmente o décimo primeiro ano dos governos do PT no Brasil, com Lula e Dilma que promoveram um dos mais profundos processos de mudanças sociais da história de nosso País.
Diante da relevância histórica dessa data, a Comissão Executiva Nacional enfatiza a importância de os diretórios municipais realizarem em todo o Brasil atos e eventos comemorativos nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro, datas que antecedem o ato central de comemoração ao 34º aniversário, em São Paulo, no dia 10.
Os eventos comemorativos devem se transformar em um momento de organização e mobilização em favor da campanha pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff e do nosso projeto democrático e popular.

São Paulo, 27 de janeiro de 2014
Comissão Executiva Nacional do PT

(pt.org.br)
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

PT celebrará 34 anos com chamamento nacional em defesa da reeleição de Dilma Rousseff

Para celebrar o aniversário de fundação e os 11 anos à frente do governo federal, Partido realiza um ato nacional no próximo dia 10 de fevereiro

O evento acontecerá no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, auditório Elis Regina.
A presidenta Dilma Rousseff deverá estar presente no ato, assim como parlamentares e militantes.
De acordo com o presidente nacional do PT, Rui Falcão(foto), o partido vai aproveitar o momento festivo para conclamar a nação petista para a criação de uma corrente nacional em defesa da reeleição da presidenta Dilma Rousseff.
“Vamos aproveitar esse momento para fazer um chamamento aos diretórios estaduais e municipais para promoverem debates, encontros, bandeiraços, festas e jantares para celebrar os 34 anos do partido, os 11 anos de conquistas do nosso governo e para transformar esse momento em uma corrente nacional em prol da reeleição de Dilma”, explicou Rui Falcão.
Para o dirigente, o conjunto do partido, além de defender a continuidade do projeto democrático e popular na esfera federal, precisa centrar forças na eleição de um maior número de governadores e na ampliação das bancadas estaduais e federais.
Rui Falcão fez questão de esclarecer que o evento nacional que acontecerá no próximo dia 10 trata-se de um chamamento da militância e não do pré-lançamento da candidatura da presidenta Dilma à presidência da República. Diferentemente do que a imprensa vem noticiando nos últimos dias.
Ele disse ainda que os diretórios devem realizar os eventos regionais dos dias 7 a 9 de fevereiro, período que antecede o ato nacional que acontece em São Paulo.
(Benildes Rodrigues - PT na Câmara) {pt.org.br)
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Comemoração dos 34 anos do Partido dos Trabalhadores

No dia 10 de fevereiro, o PT comemora seu 34º aniversário de fundação.




Esta data marca igualmente o décimo primeiro ano dos governos do PT no Brasil, com Lula e Dilma que promoveram um dos mais profundos processos de mudanças sociais da história de nosso País.
Diante da relevância histórica dessa data, a Comissão Executiva Nacional enfatiza a importância de os diretórios municipais realizarem em todo o Brasil atos e eventos comemorativos nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro, datas que antecedem o ato central de comemoração ao 34º aniversário, em São Paulo, no dia 10.
Os eventos comemorativos devem se transformar em um momento de organização e mobilização em favor da campanha pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff e do nosso projeto democrático e popular.

São Paulo, 27 de janeiro de 2014
Comissão Executiva Nacional do PT
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Documento revela doações não registradas para campanha de FHC

ANDRÉA MICHAEL

WLADIMIR GRAMACHO
da Folha de S.Paulo


Planilhas eletrônicas sigilosas do comitê eleitoral de Fernando Henrique Cardoso revelam que sua campanha pela reeleição, em 1998, foi abastecida por um caixa-dois, expediente ilegal. Pelo menos R$ 10,120 milhões deixaram de ser declarados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Os documentos trazem à tona, pela primeira vez, detalhes do subterrâneo financeiro da campanha presidencial. Ali, descobre-se que R$ 1 em cada R$ 5 arrecadados foi parar numa contabilidade paralela, cujo destino final ainda é desconhecido.
A leitura dessas planilhas também desvenda um poderoso esquema de arrecadação de fundos. Um grupo de alto nível -composto pelo hoje ministro Andrea Matarazzo (Secretaria de Comunicação), pelo empresário Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira (Ipiranga) e pela banqueira Kati Almeida Braga (Icatu), entre outros- visitava empresários e negociava doações.
Nos bastidores, o trabalho era reforçado por pessoas ligadas ao ex-secretário presidencial Eduardo Jorge Caldas Pereira. Entre elas: Jair Bilachi (ex-presidente da Previ), Pedro Pereira de Freitas (presidente da Caixa Seguros) e Mário Petrelli (ex-sócio de EJ).
As planilhas foram criadas por Sérgio Luiz Gonçalves Pereira. Serviam para sistematizar informações obtidas por seu irmão, o ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira, presidente do comitê financeiro de FHC nas duas campanhas presidenciais (1994 e 1998).
Procurado pela Folha, Bresser admitiu haver utilizado planilhas para organizar a contabilidade da campanha. Mas disse tê-las jogado fora e não se lembrar exatamente de seu conteúdo.
O ex-ministro, no entanto, negou a autoria da principal e mais completa planilha, que faz parte de oito arquivos obtidos pelo Ministério Público durante as investigações sobre o caso EJ. A Folha tem cópia dos documentos.
Os recursos não declarados ao TSE estão descritos em 34 registros existentes na planilha principal. Eles indicam que o comitê financeiro de FHC recebeu pelo menos R$ 53,120 milhões.
É mais do que os R$ 43 milhões declarados oficialmente. Porém menos do que o limite de gastos fixado previamente pelo próprio comitê, de R$ 73 milhões, e informado ao TSE. Havia, portanto, margem de sobra para que todas as doações fossem declaradas -o que não foi feito.
Especialistas ouvidos pela Folha disseram que o uso de caixa-dois numa campanha eleitoral pode motivar ações por falsidade ideológica, corrupção eleitoral, sonegação fiscal e evasão de divisas.
Segundo o artigo 21 da Lei Eleitoral (9.504/97), "o candidato é o único responsável pela veracidade das informações financeiras e contábeis de sua campanha".
A soma de R$ 10,120 milhões no caixa-dois da reeleição é um cálculo conservador. Deixa de fora outros R$ 4,726 milhões, doados por empresas que constam da lista do TSE, só que com valores menores do que os da planilha mais completa. Ou ainda por um grupo de empreiteiras cujos valores foram lançados nessa planilha sob a rubrica de uma associação de classe.
Nos últimos dois meses, a Folha procurou uma centena de executivos e empresários. A maioria deles não quis falar abertamente sobre o assunto. Mas, em 14 conversas, 11 delas gravadas, pessoas que estavam dos dois lados do balcão, arrecadando fundos ou doando recursos para a reeleição, comprovaram a veracidade das planilhas montadas por Sérgio Pereira e utilizadas por seu irmão.
Além de Bresser, dois executivos tinham a chave do cofre da campanha: Egydio Bianchi e Adroaldo Wolf. Sob o compromisso de que não tivesse seu nome revelado, um deles confirmou à Folha que parte das doações não foi declarada ao TSE.
"Dizer que não há doações que não passam pelo oficial não tem cabimento. Mas o grosso está na contabilidade. Se algo ficou de fora, foi marginal", minimizou o tucano. O executivo, porém, negou-se a quantificar com objetividade esses recursos paralelos.
A principal planilha obtida pela Folha tem data de 30 de setembro de 1998, portanto quatro dias antes da reeleição do presidente. Na ocasião, a contabilidade de Bresser ainda não havia registrado todas as contribuições feitas à campanha eleitoral de FHC.
Outras doações, no valor de R$ 8,2 milhões, foram feitas nos dias subsequentes à eleição, o que também contraria a lei. É provável que exista uma planilha mais atual, com a contabilidade final da campanha, à qual o jornal não teve acesso.
A tabela obtida pela Folha totaliza R$ 39,521 milhões em doações: parte confere integralmente com o que está no TSE (R$ 15,224 milhões), outra apenas parcialmente (R$ 14,177 milhões) e uma terceira não consta da declaração oficial (R$ 10,120 milhões).
Os responsáveis por este último valor apresentaram à Folha explicações oblíquas e contradições a respeito do que está escrito no documento. Em comum, apenas o desconforto ao tratar de um tema que virou tabu na política brasileira.
O publicitário Roberto Duailibi, da agência DPZ, por exemplo, entrou em contradição ao falar sobre as doações feitas por sua empresa. A principal planilha informa que a DPZ contribuiu com R$ 200 mil.
Em três conversas com a Folha, Duailibi começou com uma afirmação categórica: "Colaboramos dentro dos parâmetros da lei". Numa segunda conversa, mesmo não confirmando o dado da planilha, foi específico: "Foram R$ 7.500, naquele sistema normal de partido (recibos eleitorais)". Por fim, ao saber que isso não estava no TSE, ligou para o jornal e recuou: "Nós não contribuímos".
O empresário Geraldo Alonso, da agência Publicis Norton, disse que não deu dinheiro para o comitê, mas admitiu haver prestado serviços de publicidade. Exatamente o que informa a planilha, segundo a qual esse trabalho teria sido avaliado em R$ 50 mil.
Mais tarde, Alonso também procurou a Folha para negar a doação. "Acho que a vontade de prestar serviços era grande. Mas nós não prestamos", disse ele, ao justificar a negativa.
Nem todos os envolvidos negaram doações que escapam aos registros do TSE. A banqueira Kati Almeida Braga (Icatu), que também ajudou a coletar fundos, admite que uma de suas empresas, a Atlântica Empreendimentos Imobiliários, contribuiu para a reeleição. Segundo a planilha, foram R$ 100 mil. O comitê financeiro não registrou essa doação na contabilidade oficial.
Kati negou-se a dar entrevistas. Apenas enviou ao jornal documentos provando que tem recibo eleitoral do PSDB e que, portanto, está quite com a lei. Implicitamente, atribuiu a falha ao partido de FHC.
De Belém, o presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Edson Franco, conta como as universidades foram atraídas para a campanha.
"Fui procurado pelo ex-ministro Bresser Pereira e sei que várias instituições contribuíram. A (Faculdade) Anhembi-Morumbi contribuiu, com certeza. Se não estou enganado, a Universidade Ibirapuera e a Unip, do (João Carlos) Di Gênio, também", disse Edson Franco. Nenhuma delas está no TSE.
Reitor da Universidade da Amazônia (Unama), Franco negou que a instituição tivesse doado R$ 20 mil, como informa a planilha. Quem doou R$ 20 mil foi a ABMES, o que foi considerado ilegal pelo TSE. Ainda assim, o reitor dá outras pistas sobre contribuições paralelas.
"Eu investiguei o negócio. A contribuição foi de R$ 10 mil, dada por cinco pessoas da Unama, cada uma com R$ 2.000. Foram Paulo Batista, Graça Landeira, Antônio Vaz e não sei os outros dois", relatou Franco. O TSE também não tem registro de nenhum deles.
A empresária Nely Jafet, irmã do ex-prefeito Paulo Maluf, só doou para a campanha sob a condição expressa de que a contribuição -R$ 50 mil, segundo a planilha -fosse para o caixa-dois.
"Dei uma contribuição pequena. Não lembro de quanto. Foi em dinheiro e pedi para não registrar (no TSE), porque eu não queria aparecer para que outros candidatos não começassem a pedir", justificou Nely Jafet, que tem relações cortadas com Maluf.
A maior doação não declarada ao TSE, de R$ 3 milhões, é atribuída pela planilha ao hoje ministro Andrea Matarazzo, da Secretaria de Comunicação da Presidência. Dinheiro sem procedência nem destino conhecidos, de acordo com o documento.
"Não pode ser. Não conheço a planilha. Não tenho idéia. Muito menos valores desse tamanho", reagiu Matarazzo. "Eu não fui arrecadador. Não me ponha como arrecadador. Fiz alguns jantares com empresários. E só", rebateu o ministro.
Seus colegas de campanha dizem coisa diferente. "O Andrea também foi (arrecadador), no começo", lembra Bresser. "Havia uma certa competição, talvez em função da vontade dele de ir para Brasília", conta o publicitário Luiz Fernando Furquim, outro coletor.
No Rio de Janeiro, Kati Almeida Braga procurou 18 empresários para recolher doações. No périplo, bateu à porta da Sacre, onde obteve R$ 50 mil para FHC. Contou com a simpatia do banqueiro foragido Salvatore Alberto Cacciola, dono da empresa.
Até mesmo Wagner Canhedo (Vasp) -que deve R$ 3 bilhões -foi procurado. A contribuição dada pelo empresário, de R$ 150 mil, não tem registro no TSE. A assessoria de Canhedo confirmou a doação, mas não precisou o valor.
Apesar da soma expressiva recolhida pelo grupo de Bresser -mais da metade dos R$ 43 milhões declarados ao TSE-, a tarefa não foi fácil. Nada menos que 309 dos contatados frustraram o assédio.
Dentre as doações obtidas a fórceps, porém, nenhuma se compara à da Coteminas, indústria têxtil que pertence ao senador José Alencar (PMDB-MG).
A empresa vendeu 2,1 milhões de camisetas aos tucanos e, por causa delas, amargou uma dívida de R$ 3 milhões, ainda não quitada. Para fechar o negócio, a Coteminas foi instada a entregar como doação outras 415 mil peças e a distribuí-las de acordo com indicações da campanha. Algo avaliado em R$ 589 mil, registrado pela empresa em notas de doação e que deveria ter sido, obrigatoriamente, declarado ao TSE. Mas não foi.
O empresário Josué Gomes, vice-presidente da Coteminas e filho do senador, não só reconhece a doação como reclama a falta dos recibos eleitorais. "Para minha surpresa, não recebemos os bônus (recibos). Você faz a doação, mas o partido é que é responsável pela entrega dos bônus", disse Gomes. Agora, ele sabe que não é o único doador que o comitê de FHC deixou sem recibo.(folhaonline/12/11/2000 8:34 h)