P.
A. Ferreira (*)
1º de maio, Dia Internacional do
Trabalho. A data,
proclamada em
1889 pela “Segunda
Internacional Socialista”,
fundada durante o Congresso Internacional dos Partidos Socialistas, em Paris,
França, nas celebrações do “1º Centenário
da Queda da Bastilha”, em memória
dos trabalhadores assassinados no
início de maio de 1886, em
Chicago, Estados Unidos, passou a ser
comemorada no Brasil a partir 1895, porém, somente em setembro de 1925 se
tornou oficial,com a assinatura de decreto pelo então presidente Artur
Bernardes.
Ao longo desses 119 anos de que se tem
notícia das comemorações do
1º de maio no Brasil, a classe operária sempre se
manteve firme na
luta por conquistas, como jornada de 8 horas, melhores
condições de trabalho e autonomia sindical. Mas o movimento operário
trabalhista brasileiro nunca foi fácil.
Diferente
disso, a repressão sempre foi intensa e violenta por
parte do governo e dos patrões,
que se valiam da força policial
para dissolver greves, assembleias e reuniões,
além das comemorações dos trabalhadores, em especial as do 1º de Maio.
Chegamos a
2014. A luta sindical e os ideais de trabalhadores e trabalhadoras se mantêm na
luta com propósito de novas conquistas, maior respeito e dignidade dentro e
fora de seus setores de trabalhado.
Todavia,
diferentemente do que foram os anos anteriores, há muito
que se comemorar,
principalmente pelas relevantes conquistas alcançadas nos último quase 12 anos.
- O desemprego atingiu o
menor taxa histórica, estando abaixo dos
5%, o que reflete uma das menores
taxas de desemprego do mundo. Há
12 anos essa taxa de desemprego era da ordem de
13%. Conforme dados do IBGE, neste período houve aumento de 65% do emprego no
Brasil;
- O salário mínimo, também
neste pouco mais de uma década, atingiu seu maior poder de compra desde 1979.
No início dos anos 2.000, seu valor correspondia a 70 dólares, hoje ultrapassou
300 dólares. Para ser mais claro, o atual salário mínimo nacional, de R$
724,00, corresponde a US$ 325,10 (dólar cotado a R$ 2,227).
Consequentemente, o
trabalhador e a trabalhadora hoje têm maior
poder de compra e podem oferecer
melhores condições de vida a seus filhos;
- Melhorias na Educação também é uma
conquista a ser comemorada. Hoje, qualquer pai e qualquer mãe podem sonhar em
ver seu filho ou sua filha formada e com um diploma na mão. Nesses últimos 12
anos,
18 novas universidades federais foram construídas, garantindo o acesso ao
ensino superior gratuito e de qualidade;
- Ainda na área da Educação, nossos
filhos e filhas podem se beneficiar do Prouni, que já ofereceu mais de um
milhão de bolsas para estudantes de baixa renda em universidades privadas,
sendo 69% de bolsas integrais e os alunos não pagam nada para cursar o ensino
superior; mas,
- Se nossos filhos e filhas, em um
primeiro momento, não querem cursar a universidade, foram criadas 214 escolas
técnicas federais que oferecem os mais diversos cursos em vários
setores e, não o bastante, os investimentos em educação foram triplicados
nesses
quase 12 anos e, recentemente, ainda se conquistou reforço
significativo, com a aprovação da aplicação de 75% do fundo social
do pré-sal na
educação;
- Também foi criado o Programa
Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que ampliou
a oferta de cursos profissionalizantes no país e é voltado às pessoas de baixa
renda. São cursos profissionalizantes gratuitos que beneficiam cerca de
700 mil
pessoas de baixa renda e, estima-se, até dezembro deste
ano, serão um milhão de
vagas preenchidas.
Nós, trabalhadores e trabalhadoras
brasileiras, temos muito que comemorar, sim, nós conquistamos muito.Não vamos
deixar que nos
tirem tudo que já foi alcançado e nos obriguem ao retrocesso.
Segurança alimentar é outro aspecto que tranquiliza os
pais em relação ao tratamento que seus filhos recebem em creches e escolas ao
mesmo tempo em que valoriza a família do campo através da
Agricultura Familiar.
O fantasma da inflação, que por anos
assombrou nossas famílias e comia, dia a dia, o salário do trabalhador e da
trabalhadora, está controlado. Apenas para exemplificar, nos oito anos de
governo do tucano FHC, a inflação média foi superior a 9%, bem mais alta do
que
a média registrada durante os oito anos de governo petista com
Lula, que foi
pouco mais de 5,5%. Alia-se a isso a desoneração dos produtos que compõem a
cesta básica, medida adotada pela presidenta Dilma.
Os últimos 12 anos são, sim,
suficientes para nós, trabalhadores e trabalhadoras, comemorarmos. Os avanços
são claros, evidentes, e
bem sabem disso aqueles que, diretamente, receberam os
benefícios,
o povo brasileiro, trabalhador e pujante.
Em linhas gerais, e para não estender
tanto, as reservas internacionais, que melhora a visão de investidores
externos e aumenta a confiança no país, incentivando a aplicação de recursos
internacionais e gerando emprego e renda, foram aumentadas em 10 vezes, somando
US$378 bilhões, na comparação com o governo tucano, quando essas reservas não
passavam de US$37,8 bilhões.
O programa Mais Médicos, que está
próximo de completar o total de
13 mil médicos estrangeiros no Brasil,
garantindo atendimento a
mais de 46 milhões de pessoas pobres que moram nos
rincões mais distantes do país é também uma conquista do nosso trabalhador. E
soma-se a isso o aumento da verba da saúde, de R$ 33 bilhões para
R$ 100 bilhões,
e o número de vagas para médicos em universidades públicas, que foi dobrado.
O Farmácia Popular, programa do
governo federal que vende mais de
100 medicamentos a preço de custo – a até 10%
do valor do
medicamento nas farmácias normais – para populações de baixa renda.
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)
já investiu recursos da ordem de R$665 bilhões em obras de infraestrutura, gera
grande
número de empregos, coloca o Brasil como um dos países com mais
obras em
andamento do mundo e contribui para a diminuição do desemprego.
O Minha Casa, Minha Vida (MCMV), é
outro programa social voltado
ao trabalhador e à trabalhadora brasileiros que
já beneficiou mais de três milhões de famílias. Mas, não apenas habitação, os
trabalhadores e trabalhadoras também conquistaram o cartão Minha Casa Melhor, que
permite aos beneficiários do MCMV comprarem móveis e
eletrodomésticos para sua
nova casa e pagar com juros mínimos e prazos maiores.
Outro aspecto que tem reflexo na vida
de toda a nossa sociedade é o Bolsa Família, programa que tirou da
linha da miséria milhares de famílias e devolveu a dignidade e autoestima à
parcela menos favorecida do nosso país. São cerca de 15 milhões de famílias atendidas
e mais de 50 milhões de pessoas beneficiadas com valores que variam entre
R$70,00 e R$300,00 mensais. Vale destacar que, o Bolsa Família diminuiu a
mortalidade infantil, ampliou a
alimentação da população e incentivou as
famílias a matricularem
seus filhos na escola. De acordo com pesquisas, 75% dos
beneficiários do programa trabalham e que cada R$ 1 transferido ao Bolsa
Família acrescenta R$1,78 à economia do país. Outro importante dado sobre o
Bolsa Família é que mais de 1,7 milhão de pessoas, algo da ordem de 12% do
total, voluntariamente, pediu o cancelamento de seu cadastro por terem melhorado
sua condição de vida erenda. Enfim, até 2012, o Bolsa Família havia reduzido a
miséria no nosso país em 28% e, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas
(FGV), no período de junho de 2003 a dezembro de 2010, a pobreza no Brasil
diminuíra em 50,6%.
As conquistas não param por aí. Muito
mais foi conquistado e muito mais a de se conquistar.
Por todos esses motivos, trabalhadores
e trabalhadoras do nosso Brasil têm, sim, muito a comemorar esse 1º de Maio – Dia
Internacional do Trabalhado.
Vamos à luta, unidos, firmes e com os
olhos é um único propósito: O melhor para nosso povo. O melhor para nossos
filhos. Que Deus nos ilumine e nos guie em nosso caminho.
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