quarta-feira, 30 de abril de 2014

1º de Maio – Dia Internacional do Trabalho – Vamos Comemorar


P. A. Ferreira (*)

1º de maio, Dia Internacional do Trabalho. A data, proclamada em 
1889 pela “Segunda Internacional Socialista”, fundada durante o Congresso Internacional dos Partidos Socialistas, em Paris, França, nas celebrações do “1º Centenário da Queda da Bastilha”, em memória 
dos trabalhadores assassinados no início de maio de 1886, em 
Chicago, Estados Unidos, passou a ser comemorada no Brasil a partir 1895, porém, somente em setembro de 1925 se tornou oficial,com a assinatura de decreto pelo então presidente Artur Bernardes.
Ao longo desses 119 anos de que se tem notícia das comemorações do 
1º de maio no Brasil, a classe operária sempre se manteve firme na 
luta por conquistas, como jornada de 8 horas, melhores condições de trabalho e autonomia sindical. Mas o movimento operário trabalhista brasileiro nunca foi fácil.
Diferente disso, a repressão sempre foi intensa e violenta por 
parte do governo e dos patrões, que se valiam da força policial 
para dissolver greves, assembleias e reuniões, além das comemorações dos trabalhadores, em especial as do 1º de Maio.
Chegamos a 2014. A luta sindical e os ideais de trabalhadores e trabalhadoras se mantêm na luta com propósito de novas conquistas, maior respeito e dignidade dentro e fora de seus setores de trabalhado.
Todavia, diferentemente do que foram os anos anteriores, há muito 
que se comemorar, principalmente pelas relevantes conquistas alcançadas nos último quase 12 anos.
- O desemprego atingiu o menor taxa histórica, estando abaixo dos 
5%, o que reflete uma das menores taxas de desemprego do mundo. Há 
12 anos essa taxa de desemprego era da ordem de 13%. Conforme dados do IBGE, neste período houve aumento de 65% do emprego no Brasil;
- O salário mínimo, também neste pouco mais de uma década, atingiu seu maior poder de compra desde 1979. 
No início dos anos 2.000, seu valor correspondia a 70 dólares, hoje ultrapassou 300 dólares. Para ser mais claro, o atual salário mínimo nacional, de R$ 724,00, corresponde a US$ 325,10 (dólar cotado a R$ 2,227). 
Consequentemente, o trabalhador e a trabalhadora hoje têm maior 
poder de compra e podem oferecer melhores condições de vida a seus filhos;
- Melhorias na Educação também é uma conquista a ser comemorada. Hoje, qualquer pai e qualquer mãe podem sonhar em ver seu filho ou sua filha formada e com um diploma na mão. Nesses últimos 12 anos, 
18 novas universidades federais foram construídas, garantindo o acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade;
- Ainda na área da Educação, nossos filhos e filhas podem se beneficiar do Prouni, que já ofereceu mais de um milhão de bolsas para estudantes de baixa renda em universidades privadas, sendo 69% de bolsas integrais e os alunos não pagam nada para cursar o ensino superior; mas,
- Se nossos filhos e filhas, em um primeiro momento, não querem cursar a universidade, foram criadas 214 escolas técnicas federais que oferecem os mais diversos cursos em vários setores e, não o bastante, os investimentos em educação foram triplicados nesses 
quase 12 anos e, recentemente, ainda se conquistou reforço significativo, com a aprovação da aplicação de 75% do fundo social 
do pré-sal na educação;
- Também foi criado o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que ampliou a oferta de cursos profissionalizantes no país e é voltado às pessoas de baixa renda. São cursos profissionalizantes gratuitos que beneficiam cerca de 
700 mil pessoas de baixa renda e, estima-se, até dezembro deste 
ano, serão um milhão de vagas preenchidas.
Nós, trabalhadores e trabalhadoras brasileiras, temos muito que comemorar, sim, nós conquistamos muito.Não vamos deixar que nos 
tirem tudo que já foi alcançado e nos obriguem ao retrocesso.
Segurança alimentar é outro aspecto que tranquiliza os pais em relação ao tratamento que seus filhos recebem em creches e escolas ao mesmo tempo em que valoriza a família do campo através da 
Agricultura Familiar.
O fantasma da inflação, que por anos assombrou nossas famílias e comia, dia a dia, o salário do trabalhador e da trabalhadora, está controlado. Apenas para exemplificar, nos oito anos de governo do tucano FHC, a inflação média foi superior a 9%, bem mais alta do 
que a média registrada durante os oito anos de governo petista com 
Lula, que foi pouco mais de 5,5%. Alia-se a isso a desoneração dos produtos que compõem a cesta básica, medida adotada pela presidenta Dilma.
Os últimos 12 anos são, sim, suficientes para nós, trabalhadores e trabalhadoras, comemorarmos. Os avanços são claros, evidentes, e 
bem sabem disso aqueles que, diretamente, receberam os benefícios, 
o povo brasileiro, trabalhador e pujante.
Em linhas gerais, e para não estender tanto, as reservas internacionais, que melhora a visão de investidores externos e aumenta a confiança no país, incentivando a aplicação de recursos internacionais e gerando emprego e renda, foram aumentadas em 10 vezes, somando US$378 bilhões, na comparação com o governo tucano, quando essas reservas não passavam de US$37,8 bilhões.
O programa Mais Médicos, que está próximo de completar o total de 
13 mil médicos estrangeiros no Brasil, garantindo atendimento a 
mais de 46 milhões de pessoas pobres que moram nos rincões mais distantes do país é também uma conquista do nosso trabalhador. E soma-se a isso o aumento da verba da saúde, de R$ 33 bilhões para 
R$ 100 bilhões, e o número de vagas para médicos em universidades públicas, que foi dobrado.
O Farmácia Popular, programa do governo federal que vende mais de 
100 medicamentos a preço de custo – a até 10% do valor do 
medicamento nas farmácias normais – para populações de baixa renda.
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) já investiu recursos da ordem de R$665 bilhões em obras de infraestrutura, gera grande 
número de empregos, coloca o Brasil como um dos países com mais 
obras em andamento do mundo e contribui para a diminuição do desemprego.
O Minha Casa, Minha Vida (MCMV), é outro programa social voltado 
ao trabalhador e à trabalhadora brasileiros que já beneficiou mais de três milhões de famílias. Mas, não apenas habitação, os trabalhadores e trabalhadoras também conquistaram o cartão Minha Casa Melhor, que permite aos beneficiários do MCMV comprarem móveis e 
eletrodomésticos para sua nova casa e pagar com juros mínimos e prazos maiores.
Outro aspecto que tem reflexo na vida de toda a nossa sociedade é o Bolsa Família, programa que tirou da linha da miséria milhares de famílias e devolveu a dignidade e autoestima à parcela menos favorecida do nosso país. São cerca de 15 milhões de famílias atendidas e mais de 50 milhões de pessoas beneficiadas com valores que variam entre R$70,00 e R$300,00 mensais. Vale destacar que, o Bolsa Família diminuiu a mortalidade infantil, ampliou a 
alimentação da população e incentivou as famílias a matricularem 
seus filhos na escola. De acordo com pesquisas, 75% dos beneficiários do programa trabalham e que cada R$ 1 transferido ao Bolsa Família acrescenta R$1,78 à economia do país. Outro importante dado sobre o Bolsa Família é que mais de 1,7 milhão de pessoas, algo da ordem de 12% do total, voluntariamente, pediu o cancelamento de seu cadastro por terem melhorado sua condição de vida erenda. Enfim, até 2012, o Bolsa Família havia reduzido a miséria no nosso país em 28% e, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no período de junho de 2003 a dezembro de 2010, a pobreza no Brasil diminuíra em 50,6%.
As conquistas não param por aí. Muito mais foi conquistado e muito mais a de se conquistar.
Por todos esses motivos, trabalhadores e trabalhadoras do nosso Brasil têm, sim, muito a comemorar esse 1º de Maio – Dia Internacional do Trabalhado.
Vamos à luta, unidos, firmes e com os olhos é um único propósito: O melhor para nosso povo. O melhor para nossos filhos. Que Deus nos ilumine e nos guie em nosso caminho.
(*) jornalista